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 Pug

 Uma breve história da raça

       Existem várias teorias sobre a origem do Pug. Alguns historiadores pensam que que os Pugs descendem de uma varidade de Pequinês de pêlo curto, enquanto outros afirmam que ele é uma versão miniaturizada do Mastim, mas esta última versão não tem fundamento, pois a única similaridade que pode haver entre estas duas raças é a pelagem; o crânio dos dois é completamente diferente. Autoridades concordam que é Oriental, mais precisamente da China, criado nos monastérios Budistas no Tibet já em 1700 a.C. (alguns dizem 4000 a.C.). Os Pugs chegaram à Europa levados pelos holandeses por volta do século XVI pela Companhia Mercante de Navegação Holandesa, dita Companhia das Índias, e posteriormente pelos soldados ingleses que, em 1860 saquearam o Palácio Imperial de Pequim levando cães da raça Pug e Pequinês para a Inglaterra. Os ingleses também foram os responsáveis pela definição do padrão atual da raça e pela seleção dos exemplares para atingir o padrão. E foi também na Inglaterra que, em 1861, os pugs foram exibidos pela primeira vez em uma exposição de beleza, porém o primeiro padrão da raça oficial data de 1883, sofrendo muitas mudanças e variações.

       Há muitas lendas envolvendo os Pugs. Há relatos de que, por volta de 1790, quando a popularidade da raça chegou à França, a esposa de Napoleão Bonaparte, Josephine, usava seu Pug para levar mensagens secretas ao marido, mas conta-se que o Pug não simpatizava nem um pouco com o imperador e impediu-o várias vezes de entrar no quarto de sua dona.

       Outra história interessante aparece na publicação de Sir Roger Williams, datada de 1618, Actions in the Low Countries, sobre o Pug de nome Pompey, que teria salvado a vida de Willian (the Silent), príncipe de Orange, (posteriormente o rei da Holanda) dando alarme quando seus inimigos (os espanhóis) se aproximavam. Tal fato, que se acredita ter ocorrido entre 1571 e 1573, seria uma excelente razão para sua grande popularidade na corte de Willian e seus sucessores.

       O pug tornou-se o cão oficial da corte e o túmulo de William exibe, além dele, seu querido cão de estimação na Catedral de Delf.

       Sua trajetória remonta episódios em toda a nobreza européia, inclusive com o Duque de Windsor.

       Outra curiosidade envolvendo a raça é a profusão de nomes adotados nos diferentes países. Na Alemanha, eram chamados de Mops, que significa "de aspecto franzido" ou resmungão. Na Holanda é chamada de Mopshond (rosnar),  Já na França era conhecido como Carlin, devido ao seu tipo físico exótico e que lembrava o nome de um ator, célebre no papel de Arlequim, com o qual o rosto redondo, com mascara preta, revelava certa afinidade. Os italianos adotaram o nome Carlino enquanto os ingleses batizaram a raça como Pug ou "Pug-Dog", isto é "coisa diminuta", "cão diminuto". Muitos afirmam que o nome Pug (nariz achatado) deriva da expressão facial que se assemelha aos macacos Marmoset, pets populares por volta de 1700 a.C. e eram conhecidos como Pugs. No Brasil, o Pug chegou na década de 50, mas talvez o maior impulso para torna-lo mais conhecido foi a cadelinha Ignés, na novela “Por Amor” do autor Manoel Carlos.

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