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Bull Terrier
Uma breve história da raça
A origem do Bull Terrier é semelhante à
do Pit Bull, porém mais "nobre". Os ingleses já haviam selecionado
cruzamentos do Bulldog com outros terriers, visando um cão mais leve e àgil
para as rinhas, visto que em 1835 a Igreja, representada pelo Rev. Dr. Barry, força a
criação do "Ato de Crueldade contra Animais". O Parlamento Britânico finalmente decreta ilegal a
prática de Bull Baiting e Bear Baiting.
O cruzamento do antigo Bulldog inglês e do Old English White Terrier, raça já extinta, resultou no "Bull and Terrier", que foi a base do Bull Terrier de hoje.
Por volta de 1850 um criador de Birmingham, lorde James Hinks, visando a homogeneidade da raça, selecionou o Bull Terrier com as características atuais cruzando o "Bull and Terrier" com Spanish Pointers e Dálmatas, e novamente com Old English White Terrier, valendo-se da consangüinidade por muitas gerações. James Hinks queria um cão totalmente branco, a primeira descrição técnica da raça, de 1859, só aceitava o branco sem quaisquer marcações, em 1862 ele apresentou em uma exposição o cão resultante do seu trabalho, euforicamente aplaudido. Foi chamado "The White Cavalier", cavalheiro branco.
Porém a excessiva seleção de exemplares brancos acarretaria problemas à raça, então em 1864 foram aceitos exemplares com marcações somente na cabeça, jamais no corpo, regra esta mantida ao ser fundada a entidade máxima da cinofilia inglesa, e que permanece até hoje, tratando-se do exemplar predominantemente branco.
No início deste século, com a mistura dos brancos com o Staffordshire Terrier surgiram os tricolores, tigrados, fulvos e vermelhos. Foram oficialmente aceitos em 1950 pelo "The Kennel Club" da Inglaterra, cujo padrão é usado como base pela FCI.
Assim é o Bull Terrier, um poderoso e rústico gladiador, criado por cavalheiros para cavalheiros, um eficiente protetor do seu dono.